A paulista Lupetec fabrica uma solução 100% nacional para exames anatomopatológicos, com a mesma eficiência dos equipamentos importados. O processador automático de tecidos criado pela empresa incorpora o mesmo nível de tecnologia e qualidade do importado, por metade do preço. Prova disso é que instituições consagradas, como o Instituto Nacional do Câncer, a Fundação Oncocentro de São Paulo e o Instituto Adolfo Lutz, já aderiram à novidade, despontando entre os primeiros clientes da Lupetec.

O proprietário, Luiz Ricardo Martins, conta que a empresa nasceu em São Paulo, em 1995, para atuar no segmento de aparelhos eletromédicos, eletroterapêuticos e de radiação. Em 2006, a área de pesquisa e desenvolvimento se instalou no Centro de Desenvolvimento das Indústrias Nascentes (Cedin), incubadora ligada à Fundação ParqTec, em São Carlos, a 225 km da capital paulista.

O suporte do Cedin redirecionou técnicas de gestão e processos que hoje amparam o esforço de alcançar a excelência. Com o apoio de programas de consultoria tecnológica do Sebraetec, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae/SP), a Lupetec aprimorou os estudos de engenharia e a concepção mecânica do equipamento, renovou o design, auxiliada pelo desenvolvimento de modelos virtuais, e ainda enriqueceu seu patrimônio intelectual.

Com áreas estratégicas fincadas em um dos centros da vanguarda tecnológica, a empresa deslanchou. Hoje, se consolida como provedora de serviços e produtos para o segmento de análises patológicas. Preserva o escritório na capital, onde mantém 22 funcionários, além de quatro outros na equipe comandada por Martins, em São Carlos. "Estamos em sintonia com as inovações tecnológicas e vamos surpreender o mercado", promete o empreendedor.

Novos ares

Com metas realistas, a Lupetec prepara-se para ser líder e comprova que valeu a pena empreender a mudança. Depois do suporte do Cedin e dos programas de consultoria tecnológica do Sebraetec, a empresa de São Carlos passou a trilhar uma rota segura de expansão. Em dois anos, o processador automático de tecidos ficou pronto e foi lançado no mercado em grande estilo. "As consultorias tecnológicas representaram um apoio decisivo para amparar nosso esforço de crescimento", afirma o empresário.

O processador é a expressão concreta da decisão da empresa de incorporar as mudanças e vencer as barreiras que limitavam o empreendimento. Disponível em dois modelos - um para cerca de 100 exames e outro, mais robusto, com o dobro de capacidade -, o equipamento é de fácil manuseio, montado em quadro tubular de chapa, com acabamento em resina plástica de alta resistência. Mas é a concepção tecnológica que traduz seu maior diferencial. Um painel digital microprocessado controla todas as funções, com flexibilidade de programação. É possível, por exemplo, fixar parâmetros para um processamento diário ou acionar a opção de retardo de tempo para os fins de semana. "Os intervalos de tempo são selecionáveis para variar de acordo com a necessidade do operador", explica o empresário.

Consciente dos fatores críticos envolvidos no processo, a Lupetec também investiu para dotar o equipamento de sistemas de vedação de alto desempenho, que impedem a evaporação dos reagentes, o que proporciona economia e evita a contaminação. Cada caneca de exame pode ter sua temperatura controlada a partir do próprio painel de comando, que também permite programar a velocidade, para a mudança de banhos. O processador automático de tecidos tem capacidade para dez banhos químicos e dois banhos de parafina, além de contar com bateria própria, que garante a proteção de dados por um tempo mais longo.

As perspectivas comerciais são animadoras. A Lupetec já vendeu cerca de 350 unidades para o mercado doméstico e em, 2009, prepara o ingresso na região do Mercosul, em países como Chile e Argentina. O mercado europeu também sinaliza o interesse pela novidade, que, a convite de um distribuidor italiano, foi exibida na Medica 2008, uma das mais importantes feiras internacionais de tecnologia médica, realizada em Düsseldorf, na Alemanha.

(Fonte: Sebrae/SP)
http://www.protec.org.br/casos_sucesso_detalhe.php?id=70
ACESSO EM 13/04/2011 ÀS 16:22 H